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terça-feira, 12 de julho de 2011

INDIOS BORORO DA ALDEIA TADARIMANA AGRADECEM AGASALHOS
Na manhã deste dia 12 de julho de 2011, o Prof. Paulo Isaac e os estudantes Adalto Vieira Ferreira Jr (História), Vagner Costa Alcântara (ECON0MIA) e Andréia Xavier da Silva (História)entregaram aos índios da Aldeia Tadarimana as roupas arrecadadas na Campanha do Agasalho, feita na UFMT,Campus Universitário de Rondonópolis. O Cacique Cícero Kodoropa agradeceu aos docentes e estudantes da UFMT que contribuíram para amenizar o sofrimento de muitas pessoas neste período de inverno. "Como as casas são de palha e venta muito na mata, as pessoas sofrem com o frio", disse o Cacique. Apesar da ajuda recebida, o Prof. Paulo Isaac, cujo nome em Bororo é Jure Edugo e/ou Kudoro Kaworu, em conversa com os índios mais velhos ficou sabendo que ainda faltam cobertores, lençois, colchas e blusas. Os mais vulneráveis são os velhos e as crianças abaixo de 5 anos. Assim sendo, apesar do sucesso que foi a campanha, continuaremos recebendo agasalhos, roupas e, sobretudo, cobertores e blusas. Obrigado aos que contribuiram. A generosidade de vocês agasalharam o corpo de muitas pessoas necessitadas. O carinho de vocês agasalharam a alma de muita gente. Observação: Quem ainda tiver material, pode deixar na ADUFMAT ou no Departamento de História/Campus Universitário de Rondonópolis.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

DIOCESE DE RONDONÓPOLIS FAZ 25 ANOS - Dra. Laci Maria de Araújo Alves lança livro Comemorativo
O evento será no dia 10 de julho, a partir das 16 horas, na Praça Brasil. Depois da inauguração da torre da Igreja e da Missa de Ação de Graças pelo Jubileu de Prata da Diocese, haverá o lançamento do livro. Segue abaixo um breve histórico da Dioces, feito pela própria historiadora.Clique sobre a imagem para lê-lo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PROFESSORES E ESTUDANTES DA UFMT PARTICIPAL DA JORNADA CULTUTA DA BUNGE SOBRE PATRIMÔNIO IMATERIAL
Os(as) professores(as) da UFMT Paulo Isaac, Laci Alves, Jocenaide Rosseto e Nei Iared do curso de História e Mariza Pinheiro (Biblioteconomia e alunos dos respectivos cursos participaram, dia 08 de junho da palestra Patrimônio Imaterial: Marcos, Referências e Políticas Públicas ministrado pela Antropóloga Simoni Toji e Coordenado por Luciana Amaral, do Centro de Memória Bunge. Para os estudantes do Grupo de Pesquisa e Programa de Extensão SIRIEMA a Palestra foi de grande valia, sobretudo neste momento em que estudantes dos cursos de História (Adalto, Andréia, Cristiane Borges, Francielen, Luara e Soriano) e Economia (Alana Soares, Diéslyn Santos e Vagner Alcântara) do Campus estão fazendo um projeto sobre artesanato indígena e sustentabilidade junto aos índios Bororo da Aldeia Tadarimana, município de Rondonópolis.O curso foi importante tanto no aspecto teórico sobre Patrimônio Histórico e Cultural, a conceituação de Patrimônio Imaterial, quanto ao conhecimento a respeito dos três procedimentos para estabelecer ações estratégicas em termos de Patrimônio Histórico: Identificação, Registro e Salvaguarda. Os participantes fizeram uma oficina em que identificaram artefatos do PHC de Rondonópolis. A Sociedade Indígena Bororo foi destacada pelos participantes e o Museu Etnográfico SIRIEMA apareceu com um dos Patrimônios Culturais importante de Rondonópolis. O evento contou com a participação da Coordenadoria de Cultura do Município, cuja equipe de Sandra Turcato (Coordenadora) atuou de forma expressiva.

sábado, 4 de junho de 2011

PROFESSORES DO MATO GROSSO VÃO À GREVE
Conforme informação do Presidente do SINTEP/Rondonópolis, dia 06|06|2011 (SEGUNDA FEIRA) a partir das 07h30 na PRAÇA BRASIL terá início da greve geral da rede estadual do MT. A pauta de reivindicação é a seguinte:
1. Pela implantação imediata do PISO SALARIAL DE 1312,00.
2. Pela desvinculação de Receita dos recursos da Educação em MT.
3. Pela nomeação imediata dos NOVOS CONCURSADOS.
4. Pela aplicação de 35% dos recursos em educação.
5. Hora atividade para professores contratados.
6. Pela ampliação dos Investimentos em Educação pública no Estado de MT.

Como se vê, o Estado de Mato Grosso não paga o mínimo de R$ 1.312,00 (que é uma miséria), não é transparente com relação aos recursos da Educação e submete os parte profissionais da Educação a um regime de trabalho que desigual, ferindo o princípio da isonomia. FORÇA COMPANHEIROS! UNIDOS FAREMOS VALER OS NOSSOS DIREITOS.

VEJA O COMPARATIVO SALARIAL DAS CARREIRAS ESTADUAIS E O VALOR QUE O GOVERNO DÁ AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO. Vergonhoso!

Carreira - Nível Superior Salário Inicial/ Salário Final
Fiscal de Tributos Estadual -FTE R$ 14.071,18/ R$ 17.706,34
Agente de Tributos Estadual - ATE R$ 11.257,08/ R$ 14.209,45
Fiscal Estadual de Defesa agropec.e
Floresta R$ 3.649,83/ R$ 10.903,88
Analista Admin. de Defesa Agrop.
e Florestal R$ 3.649,83/ R$ 10.903,88
Prof. de Nível Superior do Sistema
Penitenciario R$ 3.360,28/ R$ 10.072,67
Tecnico da Area Instrumental R$ 3.225,86/ R$ 10.348,67
Técnico de Desenv. Econ. e Social R$ 3.225,86/ R$ 10.348,67
Professor - Nível Superior R$ 1.873,02/ R$ 4.566,42
Especialista da Educação R$ 861,98/ R$ 2.973,90

domingo, 22 de maio de 2011

WORKMUSIC DO SESC, ARTISTAS E NOTAS DE OURO HOMENAGEIAM OS 35 ANOS DO CAMPUS DA UFMT DE RONDONÓPOLIS -MT-
No dia 19 de maio o Maestro Marcos Vinicius Ferreira da Silva realizou um workmusic no anfiteatro do Campus Universitário de Rondonópolis.
O evento teve como tema A ARTE DO SABER MUSICAL.
Foi uma aula de música e um espetáculo promovido pelo Maestro Marcos Vinicius e seus alunos, por profissionais da música e grupos musicais que se apresentaram. Foi uma bela homenagem aos 35 anos do Campus Universitário de Rondonópolis (UFMT).
O workmusic foi uma realização pelo SESC - Serviço Social do Comércio, Associação dos Músicos de Rondonópolis, Universidade Federal de Mato Grosso e Escola de Música CENO NOTAS DE OURO.
Os objetivos do workmusic foram: transmitir conhecimentos musicais capazes de proporcionar aos participantes o gosto pela música; oferecer ferramentas que agregarão conhecimentos em diferentes estilos musicais, revelando novos talentos e levando os participantes a descobrir a importância da música dentro do tecido cultura, político e social.
Este foi o primeiro de uma série de quatro workshops que serão realizados pelo Maestro Marcos Vinicius. Eles terão periodicidade bimestral e o próximo será no SESC.
O evento foi um sucesso. Parabéns aos participantes.

domingo, 24 de abril de 2011

ANTROPÓLOGO PAULO ISAAC RECEBE NOME INDÍGENA BORORO
Foto: Alexandra Pimentel

Júre Edúgo (pintas do sucuri) e Kudóro Kavóru (arara azul) foram os nomes que o professor da UFMT, antropólogo Paulo Isaac recebeu durante o cerimonial do IPÁRE (ritual de nomeação Bóe-Bororo) realizado nos dias 18 e 19 de abril de 2011.
Júre Edúgo foi o nome dado pelo padrinho Raimundo Itogoga.
Foto: Alexandra Pimentel

Kudóro Kavóru foi o nome dado pela mãe cerimonial Nadir Íka, matriarca que acolheu seu novo filho no clã Kíe, da metade clânica Ecerae.
Foto: Alexandra Pimentel

O Ipáre, que os "brancos" chamam de "batismo", é um evento que possui vários rituais. Começa com a coleta do urucum e das resinas de árvores que comporão o material de pintura dos corpos, a caça dos pássaros que fornecerão as plumas para os enfeites do nomeado e o trabalho de preparação da nomeação. As mulheres preparam as pinturas e os adornos corporais.
Foto: Alexandra Pimentel

Os padrinhos preparam os adornos plumários de seus afilhados, como Raimundo Itagoga na foto abaixo.
Foto: Alexandra Pimentel

As mulheres preparam a pessoa que receberá o nome Bororo.
Foto: Alexandra Pimentel

A preparação de Paulo Isaac e das duas crianças que receberam nomes Bororo ocorreu na tarde do dia 18 de abril de 2011. Como de costume no dia anterior à nomeação, mas já como parte da cerimônia. Quando as pessoas estão preparadas, no momento em que o sol está se pondo no horizonte, os membros do clã levam-nos para a frente da casa e depois dão uma volta no pátio da aldeia e se colocam à frente do baito (casa grande). É a apresentação que o clã faz de seus novos membros à Comunidade Indígena Bororo.
Foto: Alexandra Pimentel
Foto: Alexandra Pimentel
Foto: Alexandra Pimentel
Foto: Alexandra Pimentel

Depois da apresentação dos novos Bóe que serão nomeados, à noite tem bakororo no baito. Quer dizer, a Comunidade se reune na Casa Central da Aldeia (baito)para cantar a noite toda a alegria da acolhida aos novos nomeados.
Foto: Alexandra Pimentel

A nomeação própriamente dita só é feita no raiar do sol do dia seguinte. Depois de uma tarde de cerimônia de preparação e apresentação dos nomeandos e de uma noite de bakororo, finalmente, na aurora do dia, começa o ritual de nomeação. Os nomeandos ficam de frente para o Oeste.

O padrinho fica de frente para o Leste e para os nomeandos. Com um lindo pariko (cocar) na cabeça, tocando a íka (flauta) ele dança em direção ao seu afilhado.
Para em frente ao aflilhado, pega-o do colo da mãe, e o levanta, dando-lhe o nome.
Foto: Alexandra Pimentel

No caso de nomeação de um adulto, como foi o caso do antropólogo Dr. Paulo Isaac, o padrinho posicionou-se na frente do nomeando e soprou-lhe o rosto, como também faz o padrinho quando levanta a criança.

Em seguida, ele canta e fala o novo nome do Bóe. Raimundo Itogoga deu dois nomes. Um dado por ele e outro da mãe cerimonial: respectivamente, Júre Edúgo (pintas do sucuri) e Kudóro Kavóru (arara azul). Depois da nomeação, o padrinho coloca-se atrás do seu afilhado.
Foto: Alexandra Pimentel

Posteriormente, termina a cerimônia e a Comunidade se confraterniza.
Foto: Alexandra Pimentel

No dia 19, a Comunidade realizou uma partilha de alimentos tradicionais Bororo, evento que encerrou a festa do Ipáre.

terça-feira, 12 de abril de 2011

ABERTURA DA XXI SEMANA INDÍGENA FOI UM SUCESSO
A Exposição Olhar da criança indígena, na Biblioteca Municipal de Rondonópolis foi o palco de abertura das comemorações do Dia do Índios 2011. O Prof. Dr. Paulo Isaac enfatizou a necessidade de combater o preconceito e disse que a Mostra de Pintura dos jovens indígenas é uma forma de mostrar a capacidade artística dos Bororo. Entretanto, lembrou aos artistas presentes à abertura que a arte Bororo é bela e que eles devem produzir os transados em palha e a arte plumária que marcam a identidade desse povo. Por outro, lado, enfatizou, os índios não podem virar as costas para a arte universal: "que bom que vocês conhecem e dominam a arte universal e que lutam para universalizar a arte Bororo". Veja as fotos.