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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CURSO DE ECONOMIA REALIZA
 II SIMPÓSIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO SUL DE MATO GROSSO

De 05 a 07 de outubro de 2011

Coordenação: Dr. Luís Otávio Bau Macedo


Com as presenças dos economistas doutores Homero Dewes (CEPAN/UFRGS) e Lucílio Rogério Alves (CEPEA/ESALQ), o Curso de Ciências Econômicas da UFMT/Campus de Rondonópolis fará a abertura do Simpósio, cujo início está marcado para as 19h do dia 05 de outubro, no Anfiteatro da Universidade - Estrada Rondonópolis-Guiratinga, km.6, zona leste da cidade. Os conferencistas trabalharão, respectivamente, os temas "inovação e pesquisa no agronegócio" e "competitividade na produção de algodão no cerrado.

Profª Krisley Mendes

No dia 06 de outubro, três palestras movimentarão as atenções dos participantes interessados na área econômica: "a criação do NEPESA - Núcleo de Pesquisas Esconômicas Sociais e Ambientais" (conferencista Mestre Krisley Mendes - UFMT-CUR); "Perspectivas, tendências e desafios da pesquisa no agronegócio de Mato Grosso" (Conferencista: Dr. Eros Bohac Franscisco - Diretor de Pesquisa Aplicada da Fundação Mato Grosso) e "atuação da Companhia Nacional de Abastecimento na política de garantia de preços mínimos" (Conferencista: Charles Cordova Nicolau (Gerente de Operações da CONAB).


No dia 07 de outubro, três importantes palestras: 1) O projeto de estágio supervisionado e atividades complementares do curso de Ciências Econômicas (palestrante: Mestre Leandro Pessoa - UFMT/CUR); 2) Desafios do escoamento da produção agropecuária matogrossense: a opção ferroviária (conferencista: Francisco Vuolo - Secretário de Estado de Lógística de Transportes) e 3) Linhas de atuação do ILCA - Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (palestrante: Marcos Ortega - Coordenador de Agronegócio e comércio.


Nos três dias, durante o período vespertino, das 13h às 17h, haverá apresentação de trabalhos de iniciação cientifica.

As inscrições podem ser feitas na Coordenação de Ciências Econômicas no Campus de Rondonópolis.
Valor do investimento: Estudantes R$ 10,00; Professores R$ 20,00; Comunidade R$ 30,00

Inscrições e presenças dão direito ao certificado do evento

Realização: UFMT/CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS - FAPEMAT - FUNDAÇÃO UNISELVA

sábado, 24 de setembro de 2011

ELEIÇÃO PARA O CONSELHO TUTELAR EM RONDONÓPOLIS-MT

©Paulo Isaac

                Domingo, dia 18 de setembro, fui votar. A eleição era para compor o Conselho Tutelar de Rondonópolis.
                Estranhamente, os moradores da vasta zona leste da cidade tiveram que votar na Vila Operária. Saí do Jardim Atlântico me perguntando: por quê?
                Chegando ao local de votação, fui assediado por muitos cabos eleitorais pedindo votos para os seus candidatos. O estranho, porém, eram os argumentos de alguns deles: essa é candidata do vereador “x”, aquela é do “y”, esse é candidato do candidato a prefeito “w”, esse é da turma do “z”. Carros chegavam e saiam trazendo e levando eleitores e, juro, não eram veículos da Justiça Eleitoral. E, mais, o serviço era personalizado: os “caronas” eram acompanhados até a boca da urna por pessoas ligadas aos candidatos (...), como eu poderia classificá-los? Candidatos poderosos? Não, não pode ser; afinal estavam disputando um emprego. É, talvez pudessem ser classificados como asseclas de algum poderoso, mas isso eu não tenho como provar. Então, deixa pra lá, vamos dizer que eram cabos eleitorais de candidatos sem classificação.
                Agora, seria hilária, se não fosse trágica, a cena da chegada de um caminhão com a carroceria aberta e cheia de gente para votar. Por favor, caro eleitor, não se apresse em criticar a Justiça Eleitoral ou a Vara da Infância e da Juventude por transportar pessoas inadequadamente. O caminhão não era pago pela Justiça. O certo é que pessoas não podem ser transportadas daquela forma. A menos que sejam indígenas – porque os índios não são transportados como gente pelo poder público – e isso eu posso provar.
                Votei, mas confesso que fiquei insatisfeito. Presenciei uma prática eleitoral com visível suspeita de abuso do poder econômico e político. Eu disse suspeita, apesar de que até mesmo eu duvido que tenha havido tal prática, afinal a Vara da Justiça não iria permitir tamanho descalabro.  A Promotoria Pública teria tomado providências para evitar e punir irregularidades.
                Ao final, minha pergunta inicial continua: por que os moradores dos bairros da zona leste tiveram que votar na Vila Operária, suposto reduto de alguns candidatos, não só ao Conselho Tutelar. Entretanto, as minhas indagações aumentaram: quem fiscalizou aquela eleição? As pessoas que supostamente abusaram do poder econômico estavam em busca de uma função social nobre ou de um emprego a ser conseguido por meio de um “vale tudo, só não pode perder”? Para que algumas pessoas querem ser ser conselheiras tutelares da infância e da juventude? Para o seu próprio sustento ou para dar sustentação a campanhas políticas eleitorais futuras? Ou seria para as duas coisas? Mesmo que nem todos os eleitos tenham utilizado de expedientes, digamos, de ética duvidosa, como o Conselho Tutelar terá moral para agir em defesa da justiça e da Justiça?
                Ah, e depois tem gente que defende a redução da idade para imputabilidade penal.
                É como diz a “velha medonha”, Dona Salomé, da novela Morde e Assopra: mas, que prejuízo!             

UFMT: O RETORNO

©Paulo Isaac

           
            A greve dos professores da UFMT teve seu início no dia 23 de agosto.
            O acordo entre o ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior e o MEC – Ministério da Educação, fechado no dia 04 de setembro, não encerrou a greve no Campus de Rondonópolis porque, além da pauta nacional de reivindicações, havia uma pauta local.
            A ADUFMAT – Associação dos Docentes da UFMT/Campus de Rondonópolis apresentou à Reitoria as suas reivindicações, dentre elas: autonomia administrativa e financeira do Campus; concurso para docentes e servidores técnicos administrativos; aparelhamento de laboratórios; construção de salas de trabalho para os professores e de aulas para os estudantes; criação de creche para os filhos de estudantes, professores e servidores técnicos administrativos; compra de uma fazenda experimental para os cursos voltados à produção agrícola e animal e articulação com a Prefeitura Municipal de Rondonópolis para o funcionamento do Centro de Agricultura Familiar.
            A Reitora Profa. Dra. Maria Lúcia Cavali Neder esteve em Rondonópolis e reuniu-se com a Comissão de Greve da ADUFMAT, formada para conversar com ela. Segundo os integrantes da referida Comissão, a conversa não foi amistosa. A Reitora foi ríspida com os docentes, não respondeu todos os problemas colocados e mais falou do que ouviu. Por outro lado, ela aceitou negociar a independência administrativa e financeira do Campus, comprometeu-se a apoiar nossa luta pela criação da UFR e comprometeu-se a dar os encaminhamentos necessários aos pontos da pauta que lhes foram apresentados.
            Considerando que houve abertura de negociações e a indicação de uma agenda de trabalho para solução dos problemas, não havia mais motivos para a continuidade da greve. Assim, os professores e estudantes retornam às suas atividades no dia 19 de setembro. No entanto, os docentes decidiram manter-se em “estado de greve”, ou seja, caso os problemas não sejam resolvidos os docente voltam a paralisar suas atividades.
            Baseados na pauta de reivindicação, a assembléia dos professores criou cinco grupos de trabalho: 1) GT de Autonomia Financeira – está fazendo o levantamento dos dados e dos critérios para o cálculo do valor a ser repassado para o Campus; 2) GT Gestão/Administração – está verificando quais são os processos encaminhados pelo Campus para a Sede e que não foram atendidos até o presente momento; 3) GT Questões Acadêmicas – está identificando os problemas que afetam o ensino, a pesquisa e a extensão para uma sistematização e apresentação à Reitora de forma detalhada; 4) GT Trabalhista – consultou ao departamento jurídico da ADUFMAT sobre problemas relacionados ao excesso de encargos dos docentes que ultrapassam as 40h/semanais regulamentadas em lei e aos profissionais que ocupam cargos e funções gratificadas, mas não recebem nada por isso, entre outras irregularidades trabalhistas; 5) GT Políticas Públicas – está organizando a campanha em favor da criação da Universidade Federal de Rondonópolis, atualiza o Projeto a ser entregue ao MEC e faz a interlocução com os políticos, os meios de comunicação e a sociedade da região sul de Mato Grosso.
            Nas semanas entre os dias 12 e 16 de setembro, os membros das Comissões se reuniram para dar andamento aos trabalhos.
            Quanto ao movimento que durou mês, não há dúvidas de que houve um avanço no campo trabalhista e nas possibilidades do Campus de Rondonópolis se firmar rumo à sua autonomia.
            Não alcançamos tudo o que desejávamos, mas, na atual conjuntura sabemos que alcançamos o máximo que as nossas forças permitiram.
            Por isso, a luta continua, companheiros.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PROGRAMA DE EXTENSÃO SIRIEMA EXPÕE ART&FATOS NA ALDEIA SESC
Começou hoje e vai até o dia 31 de agosto a maior feira de livros do sul matogrossense. Este ano o evento recebeu o nome de ALDEIA ROSA BORORO SESC DE ARTE E CULTURA.

A Exposição Itinerante Art&Fatos Indígenas e Reginais montou seu tradicional quiosque com peças Bororo, mapa do Brasil com a localização das áreas indígenas brasileiras e um banner contando resumidamente quem foi Rosa Bororo.

Além disso, estamos fornecendo um folder para os professores das escolas que visitam a 18ª feira do livro. Nosso objeito é divulgar a história da personagem indígena CIBÁE MOTOJEBÁDO: A ROSA BORORO.
Quem visitar o nosso quiosque, além de apreciar os artefatos indígenas, será bem recebido pelos bolsistas da UFMT, todos do Departamento de História: Francielen Costa dos Santos, Adalto Ferreira Jr e Andréia Xavier.



Para quem quiser conhecer o conteúdo do banner e do folder sobre Rosa Bororo, segue abaixo:

CIBÁE MOTOJEBÁDO: A ROSA BORORO

                                      © Prof. Dr. Paulo Isaac
Seu nome indígena é Cibáe Motojebádo.
Rosa é o nome dado a ela pelos colonizadores.
Não se sabe ao certo a data do seu nascimento, mas a jovem índia foi aprisionada em 1881, em uma caça aos índios feita por Bandeirantes paulistas.
Cibáe (Rosa Bororo) foi uma personagem histórica central na pacificação dos Bororo, em 1885.
Antes de morrer disse ao seu filho: “Não confies nos brancos, eles só agradam quando precisam”.
Morreu na Aldeia Bakairi de Pakuera, hoje município de Paranatinga, em janeiro de 1913.

A importância de Cibáe Motojebádo (Rosa Bororo) para a História de Mato Grosso
Em 1885, o Presidente da Província Joaquim Galdino Pimentel resolveu atrair pacificamente os Bororo. Encarregou o alferes Antônio José Duarte para a tarefa.
Duarte precisava de pessoas que soubessem falar a língua dos Bororo para intermediar as negociações com os índios da aldeia do Cabaçal do São Lourenço e convencê-los a aceitar a submissão e as vantagens da vida civilizada. Ele destacou, entre outros índios, Rosa Bororo que trabalhava como criada na casa do Major Antonio Tomás de Miranda Rodrigues. Para garantir o sucesso da operação, os filhos de Rosa Bororo ficaram como reféns na capital, Cuiabá.
A fala dela e os presentes dos militares convenceram um grupo de Bororo. Os índios entregaram as armas e entraram pacificamente em Cuiabá no dia 16 de junho de 1886. Por isso, esta data é celebrada como o dia da pacificação dos Bororo.
Mas, depois, os índios sofreram muitas atrocidades, entre elas a introdução do aguardente nas aldeias para enfraquecê-los física e moralmente.
Mais tarde, o marido e o filho, José Coroado, participaram de uma guerra contra os índios Bacairi. O pai de José Coroado foi morto e ele ficou com os Bacairi, em cuja aldeia cresceu e chegou a ser chefe.
Rosa foi morar na Aldeia Pakuera, onde casou-se com um índio Bakairi.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS/ICHS/HISTÓRIA
Programa de Extensão SIRIEMA
SOCIEDADES INDÍGENAS E REGIONAIS—IDENTIDADE E MEIO AMBIENTE
Coordenador: Prof. Dr. Paulo Isaac

sábado, 27 de agosto de 2011

DIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA DEPUTADO OSCAR SOARES, EM ALTO GARÇAS - MT

A festa começou às 7h30min. com a apresentação da fanfarra da Escola. Depois foi servido um lanche para todos. Em seguida, o Prof. Paulo Isaac, cientista social e professor da UFMT ministrou uma palestra sobre "A Participação da Família na Escola". O tema foi abordado numa perspectiva sociológica. Foram discutidas as funções e os tipos de família, e as responsabilidades dela na educação das crianças. Foi tratada a relação entre a escola e os pais e como esses devem participar da vida escolar. Após a palestra, as crianças e jovens fizeram apresentações artísticas. No período da tarde duas psico-pedagogas antenderam os pais interessados. Também houve corte de cabelo gratuito para pais e crianças. A intenção, segundo a Diretora Vânia Luzia da Silva Abreu é promover a interação dos pais com a Escola. Para o Coordenador Pedagógico Reginaldo Procópio, quando os pais participam a situação da Escola melhora muito. Este é o segundo ano que o evento acontece e foi um sucesso absoluto. Parabéns aos professores, a diretora, coordenador, pais e estudantes. Segue algumas fotos do evento.
criança cantando a música da Família, composição do Pe. Zézinho

meninos brincando

fachada da Escola

o público aplaudiu os artistas

Aluna cantando, Diretora Vânia e seu esposo acompanharam tudo com carinho

a decoração foi preparada com muito bom gosto






domingo, 14 de agosto de 2011

FESTA DOS PAIS NO ORATÓRIO DOMINGOS SÁVIO DE RONDONÓPOLIS ABORDA QUESTÃO AMBIENTAL


A Equipe do Oratório Domingos Sávio, do Bairro Vila Rica, em Rondonópolis, realizou a sua festa de homenagem aos pais com teatro, dança, música e coreografia voltados para a consciência ecológica.

A Exposição Itinerante de Art&Fatos Indígenas do Museu Etnográfico SIRIEMA esteve presente à atividade.

Além da Exposição, o Museu forneceu às crianças Gabriela e Davi os artefatos indígenas que eles utilizaram no teatro sobre a questão ecológica, em que as sociedades indígenas não foram esquecidas pelos jovens do Oratório.


O ponto alto do evento foi o desempenho dos jovens nas apresentações, que tanto foram críticas como propositivas.


Nos bastidores tudo foi preparado com muito esmero.


Parabéns a todos do Oratório São Domingos Sávio. O Programa SIRIEMA - Sociedades Indígenas e Regionais - Identidade e Meio Ambiente tem a alegria de compartilhar com vocês dessa festa. Parabéns aos pais e PAZ PARA TODO MUNDO.















MULHERES BORORO DISCUTEM PROJETO DE INCLUSÃO COM A UFMT


O Programa de Extensão SIRIEMA - Sociedades Indígenas e Regionais - Identidade e Meio Ambiente tem como uma de suas linhas de ação a assessoria e consultoria técnico-científica e antropológica às sociedades indígenas e entidades sociais que trabalham com a questão do meio ambiente.
A preocupação com a inclusão social dos índios e, especialmente das mulheres indígenas, levaram o antropólogo Paulo Isaac Jure Edúgo Kudoro Kavoro, os estudantes de Economia Diéslin e Vagner Alcântara e o biólogo Paulo Silas a formularem um Projeto de Extensão voltado para quatro atividades econômicas: produção de hortaliças, criação de aves, banco de sementes de árvores do cerrado e produção de artesanato indígena.
A primeira discussão foi feita no último sábado, dia 13 de agosto, no período da manhã, na Aldeia Indígena Tadarimana.
Apesar de ser um projeto voltado para as mulheres, alguns homem participaram como ouvintes; entre eles o Presidente da Associação Indígena Pagi de Tadarimana, Cícero Tarzan.
Os membros do Programa de Extensão SIRIEMA pretendem beneficiar as aldeias Tadarimana, Nova de Jarudóri e Praião.
Paulo Isaac Jure Edugo está otimista com a possibilidade de realizar esta atividade econômica que tem características de inclusão social, sustentabilidade e provisão alimentar.
As duas mulheres mais influentes da Comunidade, Beatriz Kiga e Nadir Ika lideram a reunião.

O Encontro teve um fato inédito entre os Bororo: a participação de várias jovens.